Assumo, não sei me virar com o passado, pelo contrário, ele vive me revirando. Não consigo tirar poemas dóceis da cartola, quanto mais me vestir de um poeta anestesiado de amor. Sou um vagabundo, colecionador de corações, sem nenhuma pretensão de ser poeta, apenas viver a poesia, no quintal da nossa casa, da tão sonhada casa. Eis a questão, não existe casa, muito menos sonhos, tive, mas não realizei, você partiu, você se foi por culpa das minhas loucuras, das minhas peripécias, das minhas palavras fortes e desesperadas. Mas mulher, levaste contigo, meu amor, tão raro amor, que por nenhuma outra senti. Estranho quando me questionam se conquistei-lhe sendo assim, mas sabes muito bem, que quem me conquistou, foi você, e talvez por isto, eu tenha me prendido tanto neste sentimento. Você foi além, foi maior, me superou, me seduziu, me conquistou, me enlouqueceu, como nenhuma fez. Permita-me dizer que lamento que tenhas partido, tenha em outro mundo vivido, mas que me orgulho de ter te escolhido como amada, pois não me arrependo, de que mesmo vivendo agora ali sozinho, tu tenha se tornado minha eterna namorada.
Simbolista. (via simbolista)